Milho avança no dia, mas cai na semana
No acumulado semanal, o dólar caiu 1,82%
No acumulado semanal, o dólar caiu 1,82% - Foto: Nadia Borges
O mercado futuro de milho terminou a sexta-feira com recuperação pontual, mas ainda pressionado no acumulado da semana. Segundo a TF Agroeconômica, as cotações na B3 fecharam de forma mista no dia, enquanto o desempenho semanal mostrou perdas fortes em todas as posições acompanhadas.
A pressão veio do avanço da oferta no Brasil e na região. Os ajustes nas estimativas da safra brasileira feitos por USDA e Conab reforçaram o movimento negativo em um período já marcado pela queda sazonal, com colheitas da primeira e da segunda safra em andamento. A Argentina também ampliou o peso sobre os preços, com bolsas locais indicando produção entre 64 milhões e 68 milhões de toneladas, acima das 61 milhões projetadas pelo USDA.
No acumulado semanal, o dólar caiu 1,82%, a média Cepea recuou 0,45% e Chicago perdeu 1,14%. Na B3, a cotação de julho acumulou baixa de 3,16%, enquanto a segunda safra cedeu 2,86%. No fechamento desta sexta-feira, julho de 2026 ficou em R$ 64,06, com queda diária de R$ 0,19 e baixa semanal de R$ 2,09. Setembro de 2026 subiu R$ 0,41 no dia, a R$ 66,83, mas perdeu R$ 1,97 na semana. Novembro de 2026 fechou a R$ 70,35, alta diária de R$ 0,34 e recuo semanal de R$ 1,21.
Nos estados, o mercado seguiu travado pela liquidez reduzida. No Rio Grande do Sul, compradores abastecidos e oferta confortável mantiveram os negócios pontuais, com média estadual de R$ 58,98 por saca. A colheita chegou a cerca de 98% da área, e a produção é estimada em 5,98 milhões de toneladas. Em Santa Catarina, a diferença entre pedidas próximas de R$ 65 e demanda em torno de R$ 60 limitou os negócios. No Paraná, a expectativa de maior oferta com a segunda safra manteve compradores cautelosos. Em Mato Grosso do Sul, houve suporte pontual, mas a liquidez permaneceu baixa.